No início da tarde da última quarta-feira (01/02), na comunidade da Fonte de Caixa, em Vila de Abrantes, uma mulher identificada pelo prenome de Sirlene, 52 anos, foi encontrada morta dentro de casa após ter um mal súbito. Ao tentar dar um enterro digno a senhora, a família esbarrou na precariedade do serviço ofertado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Camaçari, que não tinha nem uma geladeira e nem produtos para manter o corpo em estado de preservação, para a realização do velório.
Segundo relatos, ao chegar às 8h do dia 02 de fevereiro no IML, que fica ao lado da 18º Delegacia Territorial (DT) de Camaçari, para liberar o corpo, a família deu de cara inicialmente com a burocracia. “Chegamos cedo para resolver a documentação, com o objetivo de fazer um enterro digno, para poder se despedir, e fomos mal atendidos. A digital dela tinha que ir primeiro para Salvador, para poder depois retornar para Camaçari, e a gente tinha que esperar ainda uma pessoa que estava recolhendo um corpo na rua retornar, para depois poder vir liberar o corpo de Sirlene, e isso já estava dando 15h”.
Depois de muita reclamação, desespero e lagrimas, o corpo foi liberado e a família entrou em contato com a funerária. Quando a equipe chegou no IML, o pesadelo continuou. “Quando o rapaz viu que o corpo estava em um estado triste, sem estar em uma geladeira, e não apenas o corpo dela, mas o de outras pessoas, teve que ser um enterro de emergência. O rapaz da funerária disse ‘manda todo mundo ir imediatamente para o cemitério porque ela está em tempo de explodir’, então ele malmente jogou um formol para a gente conseguir chegar perto do caixão”, contou.
De acordo com a denunciante, o corpo estava em estado avançado de decomposição, devido não ter passado a noite dentro de uma geladeira e nem com os produtos adequados para mantê-lo preservado, até a liberação para a família. A mulher foi enterrada sem roupa, pois não tinha mais como manusear o corpo.
Os familiares pedem uma resposta das autoridades competentes em relação a situação do IML de Camaçari e cobram melhorias para o local, para que casos como o de dona Sirlene não se repitam. Eles seguem indignados por não terem velado o corpo rapidamente, com o caixão lacrado, nem poder se despedir dignamente da senhora.
O enterro aconteceu às 16h do dia 02, as pressas, no cemitério de Abrantes, onde os familiares protestaram por tudo que enfrentaram no IML desde a liberação do corpo, a situação que encontraram dona Sirlene, até o enterro.



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